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FRATER ESPAÇO BIOCÊNTRICO |
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A AVENTURA DO AUTOCONHECIMENTO |



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Yoga é uma linda disciplina que vem sendo desenvolvida ao longo de milênios, cujas origens não bem definidas, e cujos princípios básicos foram compilados por uma figura misteriosa chamada Patanjali, num texto chamado Yogasutra. Mas do que trata esta disciplina? Essencialmente, Yoga trata das relações. Relações que mantemos com as pessoas à nossa volta, conosco, com o planeta, com nosso trabalho/estudo... enfim relações com qualquer objeto ao qual elegemos dar atenção. A primeira das diversas definições de Yoga contidas no Yogasutra é clara a esse respeito: “Yoga é a capacidade de dirigir a mente em relação a um objeto, sustentando essa direção sem qualquer distração”. Portanto, trata-se de desenvolvermos gradualmente profundidade e liberdade em todas as relações que mantemos. Liberdade no sentido de nossa mente não se distrair ou “se deixar levar” facilmente por influências que consideramos indesejáveis. Profundidade no sentido de desvelar gradualmente as camadas mais íntimas das relações, a partir da ampliação da consciência. E a qualidade das relações, pela prática constante, pode se tornar tão fina que psicologicamente alcançamos a experiência sublime de União (denominada no Yoga de samadhi), a qual, por sua vez, não é o fim, mas apenas um ponto de partida mais amplo - um convite ao Infinito. Um exemplo de nível simples desta experiência ocorre quando assistimos a um excelente filme; de repente nós “somos” os personagens, vivemos seus dramas, derramamos suas lágrimas; enfim unimo-nos ao enredo. No entanto, falar por falar é fácil, não? Mas como chegar lá? É por esta razão que surgiu toda uma disciplina aberta, formada por diversos meios hábeis, capazes de nos conduzir ao que chamamos Estado de Yoga. Sugerem-se práticas densas (corporais), finas (respiratórias) e muito finas (contemplações, meditações). Gradualmente, a prática regular nos oferecerá as condições necessárias para que os aspectos mais amplos de nosso Ser se manifestem. E as manifestações dependerão da necessidade de cada momento. A prática nos conduz a viver no presente, a confiar na inteligência do Ser, na plenitude de cada momento. Nas relações interpessoais, o Yogasutra nos ensina (sutra 1.33) que a prática desperta em nós as qualidades naturais, as quais podem ser vistas também como um termômetro pra medir nosso progresso: |
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Entrevista com Diego Gheno |
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Contentamento, pelas pessoas em situações mais favoráveis do que a nossa Compaixão, pelas pessoas que se encontram em situações mais difíceis do que a nossa; Alegria, pelas qualidades positivas das pessoas com quem estamos em contato; Equanimidade, pelas posturas negativas que outros ou nós mesmos podemos manifestar.
O que é importante nas aulas? Em minhas aulas proponho práticas físicas “fluidas” interligadas com os movimentos respiratórios (vinyasa krama), e exercícios de respiração (pranayama). Ao fim proponho relaxamento ou meditações/contemplações específicas. A tradição pela qual venho estudado Yoga enfatiza sempre a adaptabilidade: adaptar práticas, adaptar ensinamentos, de acordo com a beleza de cada grupo, de cada aluno. Se necessário, oferecendo cuidados ainda mais individuais.
Como você encontrou a Yoga? Quanto a mim, posso dizer que venho estudando Yoga desde um tempo em que não o chamava assim. Entrei nesse “mundo” pela prática de meditação budista, há mais ou menos sete anos. No entanto, foi só em 2007 que conheci as práticas mais densas (físicas), tendo-me apaixonado rapidamente por esta disciplina ao perceber o quão valiosos são os benefícios e oportunidades que se revelam. Ao fim de 2009 completei minha primeira formação formal como instrutor de Yoga com a professora Jamile Ansolin, num estilo que mescla “vinyasa flow” com estudos mais aprofundados de alinhamentos posturais baseados no método Iyengar. Ao fim desse mesmo ano, período em que eu já oferecia aulas de Yoga, conheci minha atual professora e mestra de Yoga: Maria Nazaré Cavalcanti. A tradição que ela sustenta aqui em Porto Alegre vem diretamente do grande mestre T. Krishamacharya (verdadeiro “pai” do que hoje conhecemos, ou pouco conhecemos, de Yoga). Com ela encontrei minha síntese pessoal do que é Yoga. Desde janeiro de 2010, iniciei estudos intensivos práticos e teóricos e parei oferecer aulas. Em julho do mesmo ano, no entanto, escutei minha intuição dizer que eu deveria voltar a oferecer aulas de Yoga. Falei com minha professora e fiquei contente em ter recebido sua autorização, sua confiança, para que eu ofereça aulas em grupo. E eis-me aqui, portanto, buscando através de parceria com a Frater, realizar esse meu sonho. |